quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

sonho durante a tempestade

Dormi durante a tempestade
E sonhei com garotas pálidas de salto alto...
Meu pênis tinha manchas azuladas
E ejaculava
Hipopótamos em miniatura
Cacos de vidro
Antigos bilhetes do metrô
Fetos que se assemelhavam a pequenos rins
Fumaça de cigarro
Moedas de cinza...
Até que um chinês montado em um rinoceronte interrompeu meu sonho para me revelar a Grande e Última Verdade... e eu imediatamente a esqueci...

Observação: O sono da Medusa foi interrompido por cavalos pisoteando guitarras elétricas

Hamilton Fernandes
‡2010---

domingo, 14 de novembro de 2010

Trânsito

É aquela sensação de querer pisar no acelerador. Não basta conseguir ouvir o ronco do motor. Você precisa realmente enfiar o pé no acelerador e injetar gasolina suficiente no motor para arremessar uma tonelada de metal e plástico sobre a traseira do veículo da frente. Enfim, é tudo o que um ser humano com o mínimo de bom senso pode desejar depois de passar quase cinco horas enfurnado em seu carro estacionado em um congestionamento anônimo, em uma avenida qualquer de uma dessas megalópoles que já possuem uma rádio especializada em informar, de minuto em minuto, que o congestionamento de veículos há muito tempo extrapolou a paciência do mais sábio mestre budista.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Atualizações de célebres poemas brasileiros



O modo de produção é novo, mas na prática o tratamento é igual. Castro Alves só precisaria mudar o título de Navio Negreiro para Metrô Negreiro.

Navio Negreiro

Castro Alves



I

'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.


II


Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.

Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!

O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!

Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...


III


Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!


IV


Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...


V


Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!

Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...

São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .

São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...

Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.

Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...


VI


Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

sábado, 24 de julho de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Baseado em fatos reais

O cara está bem próximo da aposentadoria. Do alto de seus 60 anos, ele se sente terrivelmente sozinho, está viúvo há uns cinco anos, não tem filhos e, de repente, num momento agudo de sua solidão, decide tomar uns drinks num puteiro.

Lá ele conhece Janaína. A mulher é uma verdadeira deusa da Foda, um rabo do tamanho do mundo, pernas de um metro e meio, salto alto, e o rostinho... o rostinho de um anjo, olhos azuis de vidro. O nosso amigo, o ancião, em menos de dois meses está completamente alucinado – Deus (ou diabo) lhe enviou essa mulher, é ela, é ela... a mulher com quem ele passará os poucos anos que lhe restam nesse planeta!

Seis meses depois e ele continua a frequentar o trabalho de Janaína, toma seus drinks diariamente enquanto espera a namoradinha encerrar o expediente e ir pra casa dele com a boceta encharcada de porra.

Um ano se passa. Jonas, esse é o nome do nosso ancião, foi morar com Janaína no Paraná. Ela prometeu “largar a vida noturna” e agora eles moram na mesma casa com dois filhos da puta, frutos do passado amoroso de Janaína: João, seis anos de idade, e Marcos, 17, garoto precoce que também já tem um bebê de um ano de idade. Adivinha quem está pagando a conta? Tudo bem, tudo bem, Jonas, vamos lá... dinheiro não é tudo nessa vida... afinal ela é uma mulher tão boa, as coisas que ela sussurra no seu ouvido naqueles momentos tão especiais... mas Jonas ainda não está contente e, depois de alguns meses de boa lábia Janaínica, decide registrar o pequeno João como seu filho, o pobre bastardinho...

Mais um ano se passa... Para agradar a mulher, Jonas compra uma casa nova, bem maior, e coloca o nome de Janaína nas escrituras... O tempo vai passando e, aos poucos, as coisas começam a azedar – Janaína já não passa mais as noites em casa, sai para “beber com as amigas”, o demônio do ciúme começa a roer as entranhas de Jonas, as brigas tornam-se constantes, “não dá mais, Jonas, você é muito ciumento... eu não posso mais viver com você... acho melhor você voltar para São Paulo...”.

Hoje Jonas, nosso amigo solitário, mora em São Paulo, na periferia de Garulhos, aluga um quarto numa pensão fétida e sobrevive com o que resta da aposentadoria depois de pagar a pensão do Joãozinho e mandar sua “ajuda de custo” para Janaína e o netinho, afinal, como ela disse na última vez que eles conversaram por telefone: “a vida está tão difícil aqui no Paraná”.

II

Você quer impressionar sua nova namorada. Ela é do tipo intelectual – adora teatro do absurdo, cinema europeu, rock alternativo, leu meia dúzia de livros, enfim, você a convida para ir a uma peça do Zé Celso. Sexta-feira à noite, está tudo indo muito bem, vocês estão na primeira fileira, aquela porra-louquice toda, gente pelada no palco, tudo muito profundo e poético, até que um dos atores desce do palco e decide interagir com a plateia. O problema é que ele decide interagir com sua nova namorada. Pergunta se pode beijá-la na boca, ela sorri condescendente e smack! A galera aplaude, “Nossa! as peças do Zé Celso estão cada vez mais ousadas”, um jovem de óculos de aros grossos pensa lá na última fileira...

A peça termina e você, puto da vida, pede explicações para a nova namorada.

– Não enche meu saco! Não tem nada a ver... – ela diz irritada.

– Porra, como assim? O cara meteu a língua na tua boca na minha frente, caralho! Eu vou embora, tchau, vai tomar no cu!

No dia seguinte, ela liga esbravejando, alternando choros e indignação por você tratá-la daquela maneira, “todo mundo ficou olhando”, ela se sente humilhada, “você não tinha o direito de fazer aquilo”, snif, snif, buááá! Na semana seguinte você a encontra, pede desculpas e, para acalmar a situação e continuar obtendo o costumeiro serviço sexual, leva-a para jantar numa cantina italiana. Ela continua “indignada”, responde às suas perguntas com, no máximo, duas ou três palavras. “Pode deixar que eu pago a conta”, você diz enquanto limpa o molho de macarrão do canto da boca e, por um instante, você tem a leve sensação, uma sensação bem leve de que você é um otário.

III


(...)


Thomas Vinilla
©2010



quarta-feira, 26 de maio de 2010

Música de gorno

Diferente da filosofia pagodeira nos leva a crer, falar sobre relacionamentos humanos não é tão fútil ou inútil. É aquele microcosmo que incide diretamente no macrocosmo. A porra da Guerra de Tróia não me deixa mentir. Começou com um sujeito se sentindo um gorno e terminou em uma das maiores batalhas da Grécia e da humanidade. Obviamente, romantizar um pé na bunda e transformar e centralizar isso como prioridade é uma escrotice sem tamanho; na melhor das hipóteses. Na pior, bem...sempre temos um Lindenberg para mostrar o lado negro da cultura popular. Mas como nenhum tema, por mais clichê que possa soar, é imune a uma abordagem criativa e fora do senso comum, mesmo os gorninhos podem render boas manifestações artísticas. Vão dois exemplos aí abaixo:

http://www.youtube.com/results?search_query=no+way+pain+of+salvation&aq=f

There is no way that you can love her like I do.
Oh no, there is no way - I see through you.
'Cause when I hold her in the night,
All that is wrong will become right.
And I know that she feels it, too,
'Cause no-one loves her like I do.

There is no way that you could know her like I do.
Oh no, there is now way you'll ever do.
She is a flower of the wild,
Oh, and I have seen her from her darkest side.
She is a twisted little ride,
And you will never know her like I do.

But still I'm crying, feels like bleeding from two self-inflicted wounds.
Young and helpless, treading water in a cesspool of maroon.
Feels like dying, feels like dying... But I'll live!
But I'll live!
But I'll live!
But I'll live!

There is now way that you could touch her like I do.
Oh no, she thinks of me when she's with you.
She wants it gently like a child,
But play her right and she goes wild.
But one step wrong and she will hide.
And you will never touch her like I do.

There is now way that you can fuck her like I can.
Oh no, you're simply not that kind of man.
'Cause sometime when she's screaming no,
She really wants for you to go, go, go.
But you can never ask her why,
No, then she will close up and deny.

But still I'm bleeding this old road salt from my self-inflicted eyes.
Slowly scarring and corroding, to thaw this young heart of ice.
And I'm kneeling, yes I'm kneeling... But I'll live!
But I'll live!
But I'll live!
But I'll live!

I can see how you would need her to spice up your grind.
I can see why she moves you - knocks you out of orbit and mind.
And I can see how you need her to save you from yourself.
Unmeshing you from your grid, to dust you off on your shelf.

But I can't see why she needs you.
No.
I can't see that at all.
You'd have something that I don't?
Would that be possible?
Would that be possible?
Would that be possible?
Would that be possible?

-----------------------------------------------------------------------------------
http://www.youtube.com/watch?v=rEcPHrN5GKE
Your Chosen Misery

When the ones you love have let you down
Feel failure and wear the fool's crown
Remember still there is a blessing
Within the hardest lesson

You self serving arrogant sycophant
Your selfish acts thoughtless tasks and livid rants
Every time you want to make the world go away
Just take an injection of your chosen misery

And when I fall
I have the strength to learn the steps
And crawl into the pain
Sometimes the mirror is cruel
If your mother gave the lesson
Never waste the truth

You self serving arrogant sycophant
Your selfish acts thoughtless tasks and livid rants
Every time you want to make the world go away
Just take an injection of your chosen misery

Yesterday was plagued with rain
Like seven drops of velvet pain
Hail yesterday
Thursday was the day of sin
Friday silent hell began
Hail yesterday

Saturday was plagued with rain - I played the jester perfectly, hail yesterday
Sunday never came to mind - I played the jester perfectly when misery delivered me
Monday's afterthought was blind - I played the jester perfectly, hail yesterday
Tuesday stole the show - I played the jester perfectly when misery delivered me

Hail yesterday
Hail yesterday

Tuesday stole the show when Wednesday killed the golden crow
-----------------------------------------------------------------------------------

Por isso, nem mesmo passar um tempo com uma biscate é de todo inútil, a vaca pode lhe render inspiração para algo produtivo. Claro que isso pode não acontecer, nesse caso, jogue fexes na porta e nas janelas da casa dela durante a madrugada.
PS: "Não se preocupe, você terá outras mulheres e elas também irão te deixar" - Charles Bukowski