quarta-feira, 26 de maio de 2010

Música de gorno

Diferente da filosofia pagodeira nos leva a crer, falar sobre relacionamentos humanos não é tão fútil ou inútil. É aquele microcosmo que incide diretamente no macrocosmo. A porra da Guerra de Tróia não me deixa mentir. Começou com um sujeito se sentindo um gorno e terminou em uma das maiores batalhas da Grécia e da humanidade. Obviamente, romantizar um pé na bunda e transformar e centralizar isso como prioridade é uma escrotice sem tamanho; na melhor das hipóteses. Na pior, bem...sempre temos um Lindenberg para mostrar o lado negro da cultura popular. Mas como nenhum tema, por mais clichê que possa soar, é imune a uma abordagem criativa e fora do senso comum, mesmo os gorninhos podem render boas manifestações artísticas. Vão dois exemplos aí abaixo:

http://www.youtube.com/results?search_query=no+way+pain+of+salvation&aq=f

There is no way that you can love her like I do.
Oh no, there is no way - I see through you.
'Cause when I hold her in the night,
All that is wrong will become right.
And I know that she feels it, too,
'Cause no-one loves her like I do.

There is no way that you could know her like I do.
Oh no, there is now way you'll ever do.
She is a flower of the wild,
Oh, and I have seen her from her darkest side.
She is a twisted little ride,
And you will never know her like I do.

But still I'm crying, feels like bleeding from two self-inflicted wounds.
Young and helpless, treading water in a cesspool of maroon.
Feels like dying, feels like dying... But I'll live!
But I'll live!
But I'll live!
But I'll live!

There is now way that you could touch her like I do.
Oh no, she thinks of me when she's with you.
She wants it gently like a child,
But play her right and she goes wild.
But one step wrong and she will hide.
And you will never touch her like I do.

There is now way that you can fuck her like I can.
Oh no, you're simply not that kind of man.
'Cause sometime when she's screaming no,
She really wants for you to go, go, go.
But you can never ask her why,
No, then she will close up and deny.

But still I'm bleeding this old road salt from my self-inflicted eyes.
Slowly scarring and corroding, to thaw this young heart of ice.
And I'm kneeling, yes I'm kneeling... But I'll live!
But I'll live!
But I'll live!
But I'll live!

I can see how you would need her to spice up your grind.
I can see why she moves you - knocks you out of orbit and mind.
And I can see how you need her to save you from yourself.
Unmeshing you from your grid, to dust you off on your shelf.

But I can't see why she needs you.
No.
I can't see that at all.
You'd have something that I don't?
Would that be possible?
Would that be possible?
Would that be possible?
Would that be possible?

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http://www.youtube.com/watch?v=rEcPHrN5GKE
Your Chosen Misery

When the ones you love have let you down
Feel failure and wear the fool's crown
Remember still there is a blessing
Within the hardest lesson

You self serving arrogant sycophant
Your selfish acts thoughtless tasks and livid rants
Every time you want to make the world go away
Just take an injection of your chosen misery

And when I fall
I have the strength to learn the steps
And crawl into the pain
Sometimes the mirror is cruel
If your mother gave the lesson
Never waste the truth

You self serving arrogant sycophant
Your selfish acts thoughtless tasks and livid rants
Every time you want to make the world go away
Just take an injection of your chosen misery

Yesterday was plagued with rain
Like seven drops of velvet pain
Hail yesterday
Thursday was the day of sin
Friday silent hell began
Hail yesterday

Saturday was plagued with rain - I played the jester perfectly, hail yesterday
Sunday never came to mind - I played the jester perfectly when misery delivered me
Monday's afterthought was blind - I played the jester perfectly, hail yesterday
Tuesday stole the show - I played the jester perfectly when misery delivered me

Hail yesterday
Hail yesterday

Tuesday stole the show when Wednesday killed the golden crow
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Por isso, nem mesmo passar um tempo com uma biscate é de todo inútil, a vaca pode lhe render inspiração para algo produtivo. Claro que isso pode não acontecer, nesse caso, jogue fexes na porta e nas janelas da casa dela durante a madrugada.
PS: "Não se preocupe, você terá outras mulheres e elas também irão te deixar" - Charles Bukowski

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Resposta a um ego perdido em si mesmo...

Se entrarem nesse link, verão um retrato lamentável do que é o jornalismo atual. Na ânsia pela fama, jornalistas querem se tornar notícia. Para tanto, enquanto o ridículo menos instruído pendura a famosa melancia no pescoço, o jornalista querendo dar aquele halo intelectual de seu ofício, tenta fundamentar argumentos tão ridículos quanto a própria melancia no pescoço. Os debilóides e acéfalos mais desavisados, entre eles, infelizmente muitos estudantes, se jogam de amores por alguém "polêmico".
É um pragmatismo oportunista. Não interessa a notícia, nem se os argumento são verossímeis; o que interessa é ser polêmico, ganhar holofotes e ter a fama de um não anônimo ou celebridade, tanto faz. Desrespeito, mau gosto, ofensas e ignorância sobre o tema abordado se tornam apenas ossos do ofício. O ego e a instantaneidade são o único objetivo.
Por fim, em um português direto: ego de jornalista é uma desgraça; fala sobre o livro como se fosse o autor, cobre show como se fosse líder da banda e se porta em festas como se fosse o anfitrião. Na impossibilidade se sobrepujar a figura indefectível de Dio em seu adeus, só sobra buscar holofotes tentando ser "polêmico". Mas no final das contas, falou como se estivesse criticando um desafeto em uma mesa de boteco. Lamentável.


Long live rock n roll, long live Dio!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

design de cu é rola

obs: fotografia adulterada no paint brush

terça-feira, 20 de abril de 2010

Crítica ácida às metrópoles



A editora Panini traz um belo presente este mês para fãs de quadrinhos adeptos das temáticas mais adultas da Vertigo, divisão da DC Comics. Trata-se de uma versão encadernada reunindo as seis primeiras edições de Transmetropolitan - De Volta às Ruas (148 págs; R$ 45,00), escrita pelo britânico Warren Ellis e ilustrada pelo americano Darick Robertson.

Transmetropolitan tem como protagonista o jornalista Spider Jerusalém. Ele é um sujeito desagradável, rude, viciado em drogas e tendendo ao perigoso, mas quando ele escreve, tem o dom de encontrar a verdade, por mais que se esforcem para escondê-la.

Tudo começa com o anti-herói refugiado e recluso da humanidade em uma cabana nas montanhas. Ele saiu da Cidade – esse é o nome da metrópole – por começar a se sentir contaminado. Entretanto, por contrato, o jornalista deve mais alguns trabalhos para seu editor, a quem ele chama carinhosamente de "o grande cafetão". Eis que surge o paradoxo, pois Spider Jerusalém só consegue escrever no calor dos acontecimentos. Logo, o jeito é voltar para o centro urbano.

Hunter Thompson em Blade Runner

A Cidade é um palco alegórico e futurista, onde todas as neuroses das grandes metrópoles contemporâneas são elevadas de forma exponencial. Informações trafegam em nuvens, em quantidades vertiginosas, e os alimentos são feitos por sintetizadores mafiosos junkies.

No centro dessa confusão é que retorna Spider Jerusalém, um nome que faz os poderosos e até mesmo o presidente dos EUA perderem o controle de suas funções fisiológicas. Ele é esperto, tem conhecimento, é insubornável e assustadoramente subversivo para ser ignorado. Uma espécie de Hunter Thompson em Blade Runner.

É nesse contexto em que o escritor Warren Ellis, famoso por seus textos ácidos e certeiros, usará seu personagem – parecido demais com seu criador, aliás – para chutar o balde no que se refere à política, movimentos sociais, segregação racial, religião e consumismo. Tudo encaixado em um cenário onde reina o absurdo, mas aquele absurdo bem conhecido para quem vive em grandes metrópoles. Essa ambientação destaca principalmente o trabalho minucioso e expressivo do desenhista Darick Robertson.

Essas mesmas seis edições já haviam sido lançadas em português anteriormente, mas por duas editoras diferentes. Além disso, achar os três números iniciais era uma tarefa próxima do impossível. Vale lembrar que colecionar HQs no Brasil não é um hobby fácil. Descontinuidade, cancelamentos e mudanças de editoras são fatores que levam os leitores a arrancarem seus cabelos e ir adquirindo em doses homeopáticas o que sai por aqui de seus personagens favoritos. Quanto mais underground o título, pior fica.

http://br.noticias.yahoo.com/s/20042010/11/entretenimento-hq-critica-acida-metropoles.html

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Capitalismo por Michael Moore



Apesar de George W. Bush ter ido embora, Michael Moore está de volta, provando que sua produção não se resumia em uma perseguição pessoal contra o ex-presidente dos EUA. De certa forma, ao descentralizar seu alvo, o documentarista conseguiu criar uma crítica mais universal e mais mordaz sobre as injustiças sociais, como se observa em seu novo filme: Capitalismo: Uma História de Amor.
O filme estreia neste sábado (02/04) nos cinemas brasileiros, fazendo parte do festival de documentários É Tudo Verdade. Quem abriga a projeção é o Espaço Unibanco a partir das 19h.
Alvo maior
A história de amor, a qual se refere Moore, se dá entre a iniciativa privada, no caso os grandes conglomerados e os tubarões de Wall Street, e o governo americano, baseado em exemplos de promíscuas trocas de favores.
E não apenas os republicanos sofrem nas mãos de Moore, pois o diretor não poupa o público ao revelar uma verdadeira sucursal de Wall Street na Secretaria do Tesouro na administração Clinton. Isso sem falar na misteriosa adesão relâmpago dos senadores do partido, durante a polêmica aprovação do pacote de ajuda às empresas quebradas durante a crise econômica de 2008, contrariando a vontade popular.
Mas é impossível para os republicanos escaparem, já que a administração Reagan sofre uma verdadeira dissecação no filme, ao caracterizar o poder público como um artifício da vontade do capital.
Para quem sobra?
O mais importante aspecto do filme é mostrar que todo o ônus dessas artimanhas sobra para as massas, o povo, o americano médio. Desde os que hipotecaram suas casas convencidos por uma jogada bancária, transformados em novos sem-tetos, até famílias cujos parentes mortos aumentaram algumas cifras na receita das companhias em que trabalhavam. A coisa extrapola o absurdo quando alguns relatórios indicam que determinado empregado vale mais morto do que vivo.
A equação geral é: administração pública somada ao interesse privada pontecializada com forte propaganda institucional é igual a miséria da classe trabalhadora. E o pior, uma classe tão engasgada com uma ideia irreal do sonho americano e impossibilitada de sentir as mãos lépidas em seus bolsos.
Artifícios
Tecnicamente, o formato de Capitalismo segue semelhante aos dos filmes anteriores de Moore. Há muita coisa gravada in loco e dialogando o tempo todo com cenas arquivadas que receberam uma narração atual. A ironia reina o tempo todo, ainda que haja espaço para cenas dramáticas de teor bem mais sério. Algumas verdadeiramente comoventes.
No mais, é um filme digno de ser visto, concorde o espectador com Moore ou não. É um discurso muito bem construído e argumentado, cuja alguma crítica só poderá ser contundente com igual nível.
Portanto, simpatizar ou não com Moore é irrelevante e não se torna motivo para diminuir o valor do filme. Ou como disse Voltaire: "Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo".

quarta-feira, 31 de março de 2010

Diplomacia à lá Conan



Será que Barack o Barbáro dará uma lição aos Orcs brasilóides depois do aumento de tarifas sobre produtos americanos? Não perca no próximo número!